Turismo Arquitetônico

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O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico rendeu à Brasília o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, o único concedido a uma cidade moderna. Suas curvas inovadoras, ruas organizadas por setores e ampla área verde são admiradas internacionalmente. O diferencial é que a Capital do Brasil foi, de todas, a mais planejada. Sua concepção é assinada por mestres, o que a torna um verdadeiro museu a céu aberto.

Não se tem história de outra cidade cujo desenho tenha nascido de um concurso. Escolhido entre os melhores, com apenas um voto desfavorável, Lúcio Costa trouxe para o a Capital da República um conceito de organização, com as entrequadras, quadras comerciais e residenciais, setores hoteleiros e bancários, além das ruas largas e sob a lógica do plano cartesiano. Tudo isso, dentro do formato de uma cruz, que forma o Plano Piloto de Brasília.

A partir dessa concepção, Oscar Niemeyer, convidado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, começou a projetar uma cidade digna de autoridades, conforme a proposta. Palácios, como o do Planalto, do Itamaraty, da Alvorada, o Jaburu e Congresso Nacional tomaram as ruas aos poucos dando um ar presidencial. Em seguida, as curvas deram a cara moderna de Brasília. Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Aparecida, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e a Igrejinha Dom Bosco iniciaram a arte sacra da arquitetura na capital.

O marrom cru do cerrado foi quebrado pela paisagem de Burle Max, amigo de Costa e Niemeyer. Enfeitando as tesourinhas, Palácios e jardins das entrequadras, o trabalho do artista consiste na preservação da flora nativa, misturando-as com obras de artes reais, como pode ser observado por todo o Eixo Monumental de Brasília, na Praça dos Cristais, e Palácios do Itamaraty, Jaburu e Justiça.

Completando o conceito artístico, em 1955, o grupo ganhou a colaboração do moisacista e escultor Athos Bulcão, ex-assistente de Cândido Portinari. Ainda no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, os azulejos do artista recepcionam os visitantes com um dos mais belos painéis já criados por ele. Seus trabalhos também podem ser vistos em várias vias e escolas públicas do Plano Piloto, no Parque Sarah Kubitscheck, Torre de TV, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Universidade de Brasília e muitos outros locais da cidade.

Não há como discordar de que a Capital Federal é realmente uma obra de arte em grande escala. Tendo apenas o cerrado nativo como pano de fundo, aos poucos foi se criando uma cidade inovadora, com pinceladas de beleza e um colorido espetacular. Para completar, ainda tem-se uma população ersificada, dando um toque a mais de cultura e novas tradições. De fato nossa capital é um destino que vale a pena explorar. Não falta história, cultura, lazer, nem vida.

Para facilitar a sua visita, foram desenvolvidas rotas temáticas, contextualizadas, dentro de um mesmo viés. Isso facilitará sua vivência no turismo arquitetônico.

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